O mercado mudou, as pessoas mudaram, até a forma como consumimos experiências, marcas e mensagens é hoje muito mais exigente, seletiva e crítica. Ainda assim, continuam a ver-se ativações de marca desenhadas com lógicas de 2021, ou até mais antigas, que já não geram envolvimento real nem retorno para as marcas.
Este artigo não é sobre tendências vagas. É sobre o que claramente deixou de funcionar e sobre o que, em 2026, continua a gerar impacto real no terreno.
Afinal, o que já não vai funcionar nas ativações de marca em 2026?
Ativações de marca focadas apenas no visual já não criam impacto
Durante muito tempo, bastava criar algo visualmente apelativo para garantir atenção. Hoje, isso já não chega. Experiências desenhadas apenas para fotografia ou vídeo curto podem gerar algum alcance momentâneo, mas falham em criar ligação à marca, memória ou ação concreta. O público reconhece rapidamente quando está perante algo vazio de propósito.
Em 2026, o visual é apenas o ponto de entrada, nunca o objetivo final.
Brindes genéricos nas ativações de marca: um erro que não deve persistir em 2026
Sacos, canetas, objetos descartáveis ou ofertas sem ligação real à experiência continuam a ser usados como “solução fácil”. O problema é que já não são percebidos como valor.
Sem utilidade, sem surpresa e sem ligação à marca ou ao momento, estes brindes acabam esquecidos ou descartados. Em muitos casos, acabam mesmo por prejudicar a perceção da marca, sobretudo junto de públicos mais conscientes e exigentes.
Ativações pensadas como ações isoladas
Outro erro recorrente é tratar a ativação como um momento único, desligado da estratégia global da marca.
Sem integração com comunicação, sem ligação ao antes e ao depois, e sem plano de continuidade, a ativação perde impacto e torna-se apenas mais uma ação no calendário.
Em 2026, ações isoladas raramente justificam o investimento.
O que realmente vai criar impacto nas ativações de marca em 2026?
Experiências de marca com propósito claro geram envolvimento real
As ativações que funcionam hoje partem sempre de uma pergunta simples: o que é que esta experiência entrega a quem participa?
Pode ser utilidade, aprendizagem, entretenimento, proximidade ou resolução de um problema real. O importante é que o público perceba rapidamente por que razão vale a pena parar, participar e envolver-se.
Quando existe propósito, o envolvimento acontece de forma natural.
Participação ativa do público nas ativações de marca faz a diferença
Em 2026, as pessoas não querem apenas assistir, querem fazer parte.
Ativações que convidam à ação, à escolha, à experimentação ou à decisão geram níveis de envolvimento muito superiores às experiências passivas. A marca deixa de falar sozinha e passa a criar um diálogo no terreno.
Esta participação ativa é também uma das formas mais eficazes de gerar memória e ligação emocional.
Equipas de field marketing como elemento estratégico das ativações de marca
O fator humano continua a ser decisivo. Promotores e equipas no terreno não são apenas executores, são representantes diretos da marca.
Equipas bem formadas, alinhadas com o discurso e capazes de adaptar a abordagem ao contexto fazem toda a diferença entre uma ativação esquecível e uma experiência memorável.
Em 2026, o terreno continua a ser um dos canais mais poderosos de contacto real com o consumidor.
Integração com dados e objetivos de negócio
As ativações que criam impacto são aquelas que sabem exatamente o que querem medir.
Captação de dados relevante, feedback real, insights de comportamento e ligação clara a objetivos comerciais ou de marca são hoje indispensáveis. Não se trata de recolher dados por recolher, mas de criar valor para a marca e para quem participa.
Em 2026, ativar uma marca é criar relação, não apenas presença
As marcas que continuam a repetir fórmulas antigas estão a perder oportunidades. As que se adaptam, questionam hábitos e colocam o público no centro da experiência continuam a gerar impacto, mesmo num contexto cada vez mais competitivo.
Ativações de marca eficazes em 2026 não são mais complexas. São mais inteligentes, mais humanas e mais alinhadas com objetivos reais.
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