Em 2026, continuar a olhar para o field marketing como mera execução é desperdiçar um dos canais mais valiosos das marcas.
Durante anos, field marketing foi reduzido a uma ideia simplista: promotores no terreno a executar ações previamente definidas. Em muitos casos, era visto como uma função operacional, distante da estratégia.
Em 2026, essa visão está desatualizada.
Num contexto de concorrência elevada, excesso de estímulos e públicos cada vez mais seletivos, o terreno passou a ser um dos principais espaços de inteligência para as marcas.
O erro histórico de tratar o field marketing como execução
Promotores vistos apenas como “mão de obra”
Durante muito tempo, as equipas no terreno foram tratadas como um recurso temporário, focado apenas em cumprir tarefas.
Esta abordagem ignora um facto essencial: quem está no terreno vê, ouve e sente o mercado em tempo real. Nenhum relatório substitui esse contacto direto com pessoas reais.
Em 2026, este erro continua a limitar o impacto de muitas ações.
A distância entre estratégia e realidade
Outro problema recorrente é a falta de ligação entre quem desenha a estratégia e quem executa no terreno.
Quando o field marketing é tratado como um braço separado, perdem-se insights valiosos sobre:
- Reações reais do público
- Barreiras à participação
- Argumentos que funcionam (e os que não funcionam)
- Diferenças entre contextos, locais e momentos
Sem esta informação, a marca decide no escuro.
O que muda no field marketing em 2026?
O terreno como fonte de dados e insights
Em 2026, field marketing eficaz não se limita a executar. Observa, recolhe, interpreta e devolve informação estratégica à marca.
O terreno permite perceber:
- O que capta atenção num mercado saturado
- O que gera rejeição silenciosa
- Como o discurso da marca é realmente entendido
Esta inteligência é decisiva para ajustar campanhas, mensagens e formatos.
Equipas como representantes da marca
Promotores deixaram de ser apenas executores. Passaram a ser o rosto da marca em muitos momentos.
Equipas bem formadas, alinhadas com o posicionamento e capazes de adaptar a abordagem ao contexto criam experiências mais humanas, mais credíveis e mais eficazes.
Em 2026, o fator humano continua a ser o maior diferencial.
Adaptação em tempo real
O terreno é imprevisível. E isso é uma vantagem.
Field marketing permite ajustar abordagem, linguagem e ritmo com base no que está a acontecer naquele momento, algo que nenhum plano fechado consegue prever totalmente.
Esta capacidade de adaptação é uma das maiores forças do canal.
Porque é que o field marketing ganhou importância num mercado saturado
Mais concorrência exige mais proximidade
Com tantas marcas a comunicar ao mesmo tempo, a proximidade voltou a ser um ativo estratégico.
O contacto humano, a conversa direta e a interação real criam níveis de confiança e atenção difíceis de replicar noutros canais.
Em 2026, marcas que sabem estar no terreno destacam-se.
Experiências reais geram memória real
Num mundo dominado por estímulos digitais, experiências físicas bem executadas continuam a ter um peso emocional muito forte.
Field marketing permite criar momentos reais, memoráveis e contextualizados, que permanecem na memória muito depois da ação terminar.
Em 2026, field marketing é estratégia aplicada no mundo real
Tratar o field marketing como execução é desperdiçar potencial.
Tratá-lo como inteligência no terreno é criar vantagem competitiva.
As marcas que compreendem esta diferença conseguem ajustar estratégias, melhorar experiências e tomar decisões mais informadas ao longo do ano.
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