Durante anos, janeiro e fevereiro foram tratados como meses de pausa. Em 2026, essa ideia está a custar oportunidades reais às marcas.
“Depois do Natal ninguém quer saber de eventos.”
“Janeiro é para arrumar a casa.”
“Fevereiro não compensa, as pessoas ainda não estão disponíveis.”
Estas frases continuam a circular em reuniões de marketing e planeamento. O problema é simples: já não correspondem à realidade. Em 2026, manter esta lógica é desperdiçar atenção, disponibilidade e contexto favorável.
O mito dos “meses mortos” no início do ano – Janeiro e fevereiro sempre foram meses de decisão
Embora tradicionalmente vistos como meses fracos para execução, janeiro e fevereiro são, na prática, meses muito fortes para planeamento, definição de prioridades e tomada de decisões.
É nesta fase que:
- Os budgets são aprovados ou ajustados
- As equipas redefinem estratégias
- As marcas procuram novas abordagens para o ano que começa
Ignorar estes meses é abdicar de estar presente quando muitas decisões ainda estão em aberto.
Menos ruído, mais atenção
Ao contrário dos períodos de pico, o início do ano tem uma vantagem clara: menos saturação.
Há menos eventos, menos ativações e menos estímulos a competir pela atenção do público. Isso traduz-se em:
- Maior disponibilidade para ouvir
- Mais tempo para interagir
- Menor fadiga de marca
Em 2026, onde a atenção é um recurso escasso, este fator pesa mais do que nunca.
O que funciona em eventos e ativações em janeiro e fevereiro em 2026?
Formatos mais compactos e estratégicos
O início do ano não pede eventos gigantes. Pede formatos bem pensados, objetivos claros e execução eficiente.
Micro-eventos, ações de proximidade, roadshows, ativações no terreno e experiências mais direcionadas tendem a funcionar melhor nesta fase, porque respeitam o ritmo natural do público.
Conteúdo útil em vez de espetáculo
Em janeiro e fevereiro, o público está mais recetivo a:
- Informação relevante
- Demonstrações práticas
- Experiências que ajudem a decidir ou planear
Ativações excessivamente espetaculares, mas pouco úteis, tendem a gerar menos impacto nesta fase. Já experiências que entregam valor concreto destacam-se com facilidade.
Equipas no terreno como fator decisivo
Com menos confusão e mais tempo para interação, o papel das equipas no terreno ganha ainda mais importância.
Promotores bem preparados, capazes de adaptar o discurso ao contexto e de criar conversas reais, fazem toda a diferença. Em muitos casos, é no início do ano que se constroem relações que se prolongam ao longo de vários meses.
Porque é que muitas marcas continuam a evitar estes meses?
Hábito, não estratégia
A principal razão não é racional. É histórica.
Durante anos, repetiram-se calendários sem grande questionamento. Em 2026, esta abordagem já não faz sentido. O contexto mudou, os públicos mudaram e a forma como as marcas competem pela atenção também mudou.
Manter “meses mortos” no calendário é, muitas vezes, apenas falta de revisão estratégica.
Em 2026, o início do ano pode ser uma vantagem competitiva
As marcas que conseguem destacar-se não são necessariamente as que fazem mais ações, mas as que escolhem melhor quando e como ativam.
Janeiro e fevereiro continuam a ser meses subvalorizados. Para quem os sabe usar, isso é precisamente a maior oportunidade.
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