A concorrência aumentou, os estímulos multiplicaram-se e a atenção tornou-se o recurso mais disputado pelas marcas.
Antes da pandemia, o contexto era outro. O número de eventos era menor, a exposição das pessoas a experiências de marca era mais limitada e a novidade ainda tinha um peso significativo. Muitas fórmulas funcionavam simplesmente porque não havia tantas a competir ao mesmo tempo.
Em 2026, o cenário é radicalmente diferente.
Há mais marcas a ativar, mais eventos, mais experiências, mais conteúdos e menos tempo disponível. O resultado é simples: o público tornou-se muito mais seletivo.
O que antes funcionava por repetição ou presença hoje, muitas vezes, já só cria ruído.
Mais eventos, mais marcas, menos atenção disponível
Em 2026, as pessoas estão expostas a:
- Eventos corporativos todas as semanas
- Ativações de marca em espaços comerciais, ruas e festivais
- Conteúdos constantes nas redes sociais antes, durante e depois dos eventos
Esta sobreposição de estímulos tem um efeito direto: a atenção fragmenta-se. O público já não reage ao “mais do mesmo” e ignora rapidamente experiências que não se distinguem.
Neste contexto, repetir fórmulas antigas não é inofensivo. É ineficaz.
O que funcionava antes da pandemia e hoje já não chega
Stands grandes como sinal de relevância
Durante muito tempo, o tamanho do stand era interpretado como força da marca. Quanto maior, mais impacto se assumia.
Em 2026, essa lógica perdeu força. Stands grandes, mas sem narrativa clara, sem interação relevante e sem equipas preparadas tornam-se apenas mais um espaço no meio de muitos.
Hoje, o impacto não se mede em área ocupada, mas em qualidade da experiência e tempo de envolvimento.
Quantidade de brindes como estratégia
Antes, oferecer brindes era suficiente para gerar aproximação. Hoje, a maioria desses objetos já não gera qualquer memória positiva.
Brindes genéricos, sem utilidade real ou ligação à marca, perdem-se no meio de muitos outros. Num contexto de excesso, o público aprendeu a ignorar aquilo que não acrescenta valor imediato.
O que antes atraía atenção, hoje dilui-a.
Ativações feitas apenas para “dar visibilidade”
Num cenário com menos concorrência, criar algo chamativo podia ser suficiente. Em 2026, o impacto visual isolado tem uma vida muito curta.
Ativações sem mensagem clara, sem propósito e sem continuidade desaparecem rapidamente da memória do público. Num ambiente saturado, visibilidade sem intenção raramente se traduz em impacto.
O que passou a fazer a diferença em 2026?
Diferenciação real num mercado saturado
Com tantos eventos e ativações a acontecer em simultâneo, destacar-se deixou de ser uma questão estética. Passou a ser uma questão estratégica.
As marcas que conseguem captar atenção são aquelas que apresentam algo distinto, relevante e contextualizado, não apenas algo mais vistoso.
Experiências pensadas para um público exigente
O público de 2026 já não se deixa impressionar facilmente. Avalia rapidamente se vale a pena parar, participar e envolver-se.
Experiências desenhadas para respeitar o tempo, o contexto e as expectativas de quem participa geram mais impacto do que ações genéricas pensadas para massas indistintas.
Equipas no terreno como fator crítico
Num contexto de excesso de estímulos, o fator humano ganha ainda mais peso.
Equipas no terreno bem preparadas, capazes de criar diálogo, adaptar a abordagem e explicar o valor da experiência, fazem a diferença entre ser ignorado ou ser lembrado.
Em 2026, pessoas continuam a ser o elemento mais diferenciador das experiências de marca.
Em 2026, competir por atenção exige abandonar velhos hábitos
O maior risco para as marcas não é experimentar algo novo. É insistir em fórmulas antigas num mercado que já mudou.
Com mais concorrência, mais eventos e mais estímulos, a atenção tornou-se escassa. Só experiências bem pensadas, distintas e humanas conseguem conquistá-la.
Quem continua preso a hábitos pré-pandemia cria presença.
Quem se adapta cria impacto.
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